Não há mordaça que resista ao peso da toga,
Nem silêncio imposto onde a Lei se advoga.
O constitucionalista é o artesão do grito,
Que transforma o arbítrio em direito bendito.
Sua arena é a Carta, seu escudo é o Artigo Quinta,
Pois sabe que a democracia com coragem se pinta.
Defende a ideia que fere, o verso que incomoda,
Pois a liberdade não é traje de moda.
É o guardião da praça, do palanque e do papel,
Impedindo que o Estado se torne um cruel coronel.
Se a censura se ensaia, ele ergue a barreira,
Fazendo da livre expressão sua única bandeira.
Pois onde a boca se cala, a justiça padece,
E a sombra do medo em silêncio floresce.
Mas a voz do advogado, em sua nobre missão,
É o sopro de vida da nossa Constituição.
