Há um mar invisível, profundo e revolto,
Onde a razão, por vezes, se perde no vento;
Ela é o farol para o barco que, solto,
Busca o abrigo do entendimento.
Com paciência de mestre e olhar de cientista,
Ela decifra o enigma que o outro não vê;
Não há abismo que a sua alma resista,
Pois onde há sombra, ela planta o “porquê”.
Curar a psique é o múnus mais raro,
É dar à loucura um contorno de paz;
Pois quem traz à mente o sentido mais claro,
Reconstrói o humano que o tempo desfaz.
