No tabuleiro do fórum, a lide se acende,
Duas teses se chocam, o fogo é real.
Mas o mestre do Direito logo compreende:
O exequente e o réu não são o mal.
A toga não é armadura de espinhos,
Nem a palavra é adaga a ferir.
A urbanidade traça os caminhos,
Para o respeito, enfim, coexistir.
Meu colega de tribuna, meu espelho,
Lutamos o bom combate do saber.
Se discordo do seu tese ou conselho,
É na luz da lei que pretendo vencer.
Não se ganha no grito ou na ofensa,
Pois a injúria é a arma do fraco.
A elegância é o que dá a sentença,
Tirando o Direito de qualquer buraco.
Saímos do júri, o dever cumprido,
O aperto de mão sela a nossa união.
Pois o advogado, por mais destemido,
Sabe que a cortesia é a sua missão.
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