Todo dia um verso, uma linha, um clarão,
Para despir o mundo de sua falsa vestimenta.
Pois o que brilha aos olhos nem sempre é o pão,
E a justiça que grita, às vezes, só se sustenta.
É no estudo contínuo, no silêncio da mente,
Que se separa o ouro da simples aparência.
O justo é raiz que cresce lentamente,
O aparente é fumaça, sem corpo ou substância.
Abro o livro como quem busca um norte,
Porque a verdade não se entrega de uma vez.
Se não estudo hoje, jogo com a sorte,
E confundo o direito com a simples altivez.
Parecer bom é fácil, o palco aceita tudo,
Mas ser justo exige o suor da consciência.
Estudar é o ato de ficar mudo,
Para ouvir o que é valor e o que é conveniência.
O justo é pedra bruta,
O aparente é verniz.
Só quem estuda e luta,
Enxerga o que o mundo diz.
Um pouco a cada aurora,
Para a vista não enganar.
Quem aprende o “agora”,
Sabe o que deve honrar.
