Se a tua mente só habita o código,
E o teu olhar não vê além da norma,
És prisioneiro de um saber metódico,
Que molda a letra, mas perde a forma.
Pois quem ignora o pranto e a poesia,
E faz da lei um muro, não caminho,
Não sente o pulso da soberania,
E vaga em leis, mas vaga sempre sozinho.
Quem só o Direito sabe, em sua grade,
Nem o Direito alcança com clareza;
Pois falta a luz da alteridade,
E o sopro vivo de nossa natureza
