A SENTINELA DA CARTA MAGNA

Não é apenas tinta sobre o papiro frio,
Nem som de vozes vãs em tribunais distantes;
É o pacto de um povo, o braço do navio,
Que guia a nau social por mares incessantes.

O Advogado ergue o texto como espada,
Mas uma espada feita só de luz e direito.
Pois contra a força bruta e a treva mascarada,
A Constituição é o escudo em seu peito.

Lutar pelo inciso, pela vírgula, pelo rito,
É proteger o homem do arbítrio do Estado.
É dar ao mudo a voz, ao aflito o grito,
E manter o equilíbrio do mundo preservado.

Se a Lei Maior é a alma da democracia,
O Constitucionalista é o seu fiel guardião;
Transforma a utopia em pura advocacia,
E faz da liberdade a sua única missão.