Não bastam os códigos na estante fria,
se o povo não lê o que a norma diz.
O advogado é a ponte, a luz, a guia,
que explica à praça o que é ser feliz.
Sua voz não ecoa apenas no fórum,
ela ganha as ruas, o jornal, a mente.
Ele questiona o senso comum, o quórum,
e planta a dúvida na alma da gente.
Quando a turba clama por linchamento,
ele ergue o escudo da presunção.
É o historiador do exato momento,
moldando o barro da opinião.
Ele não segue o vento que sopra forte,
mas aponta o norte que a ética traça.
Desafia o destino, a sorte e a morte,
levando o Direito para a grande massa.
Se a sociedade é um livro em aberto,
ele é o mestre que ensina a ler.
Mostrando que o certo nem sempre é o perto,
e que o justo exige coragem pra ser.
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