Pelo controle de constitucionalidade

Não me curvo ao peso dos anos,
Nem ao brilho de velhas sentenças.
Sou a voz dos direitos humanos
Que enfrenta as mais duras crenças.

Se a norma parece estancada,
No frio de um texto contido,
Eu trago a Lei Fundamental sagrada
Pra dar ao silêncio um sentido.

Dizem: “A súmula é soberana!”
Eu respondo com a Dignidade.
Pois a letra que é puramente humana
Curva-se à busca da Liberdade.

Sou o artífice da mutação,
Que lê no presente o amanhã.
Pulsando no peito a Constituição,
Nesta luta que nunca é vã.

A jurisprudência é moldura,
Mas o quadro é a vida que clama.
Onde houver uma fresta escura,
Meu recurso é o que acende a chama.

Pelo Controle de Constitucionalidade,
Desfaço o nó do que é dominante.
Pois o advogado, em sua lealdade,
Faz do Supremo um passo adiante.
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