Não manuseia apenas códigos ou frios artigos,
Onde outros veem papel, ele enxerga o abrigo.
Sua pena é o cinzel que esculpe a liberdade,
Na busca incessante por justiça e alteridade.
É o mestre da palavra, o obreiro do equilíbrio,
Que evita da democracia o triste extermínio.
Diante do arbítrio, levanta a voz e o peito,
Pois sabe que a dignidade é o maior direito.
Seu ofício é poesia escrita em tom solene,
Luta para que a Constituição, soberana, ordene.
Não é apenas lide, processo ou petição,
É o pulsar de um povo em cada decisão.
Sentinela da norma, profeta do amanhã,
Faz da defesa do justo sua missão loufã.
Pois ser constitucionalista é mais que uma ciência:
É dar voz ao silêncio e paz à consciência.
